ICMS menor em SP justifica o álcool mais barato. Mas transporte de combustíveis em galões é irregular. Do G1, com informações do Jornal da Globo - Muita gente que tem carro costuma rodar um pouco mais à procura de um bom preço por gasolina ou álcool. O problema acontece quando a distância é grande demais e o motorista tenta compensá-la levando pra casa mais combustível do que o tanque comporta.
O taxista parado no posto de combustíveis, em Igaraparava, interior de São Paulo, não vai encher só o tanque do carro. Ele tem outros três galões. Pede e o frentista abastece todos. É mais um motorista que vai voltar para Minas Gerais levando um depósito clandestino de álcool.
O movimento nos postos é tanto que chega a dar fila. Para diminuir o tempo de espera, os próprios motoristas ajudam a abastecer. E cada um tem uma maneira de esconder a prova do crime. Em alguns carros, o estoque ilegal do combustível viaja embaixo da lona da carroceria. Outro motorista usa a tampa do sistema de som para encobrir os galões, vendidos no próprio posto.
Em alguns galões, cabe o equivalente a um tanque cheio de álcool.
Impostos
O que faz o motorista por o pé na estrada e atravessar a divisa entre os estados é o ICMS, imposto sobre circulação de mercadorias e serviços. Em Minas Gerais, a alíquota é de 18%. Em São Paulo, 12% o que justifica o álcool mais barato. A diferença chega a 55 centavos em cada litro.
Enchendo três galões, o motorista volta para Minas com 150 litros de álcool, em média. Uma economia de R$ 80. O estoque é para consumo próprio e costuma ficar guardado em casa. Mas para chegar até lá, na entrada de Minas Gerais, todos os motoristas são obrigados a passar em frente a um posto da Polícia Rodoviária Federal.
E a lei é clara. É proibido transportar produtos considerados perigosos, como o álcool, que comprometam a segurança do veículo, de seus ocupantes ou de terceiros.